sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O tempo do Autoencontro - A necessidade e o papel do deserto em nossas vidas - ROSSANDRO KLINJEY

SINOPSE: Quem em sã consciência convida alguém para uma incursão ao deserto?
E quem se arrisca a tal aventura? E se o smartphone falhar? E se não encontrar um fast food? E se o shopping center mais próximo estiver a milhares de quilômetros? Ficar sem rede social? Jamais!

O convite não é do autor. Ele apenas o aceitou e compartilha suas experiências e o crescimento que elas proporcionam. Muitos, antes dele, aceitaram este convite: João Batista, Jesus, Paulo de Tarso, Buda, Krishna e milhares de anônimos.

Agora é a sua vez. Permita-se este emocionante autoencontro!
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"O deserto passa, mas Deus fica"! Assim, com esta dedicatória em meu livro, Rossandro nos convida a entrarmos em nosso deserto para o encontro com Ele, Deus, Nosso Pai e Criador! Rossandro nos conduz a essa jornada, onde ao longo do caminho encontraremos a centelha de Deus em nós, que está inscrita em nossa consciência, e é um convite ao despertar.
Não conseguimos caminhar apenas com nossas forças. Acreditar que somos autossuficientes nos torna arrogantes e orgulhosos e gera o egoísmo. Ao contrário do que acreditamos, essas atitudes nos minam as forças uma a uma ao invés de nos nutrir. E aí entra o convite ao deserto, porque nele, sem forças, sem nada, encontramos a presença inexprimível de Deus. Essa presença se encontra em nós, como uma centelha inscrita em nossa consciência, nos convidando ao despertar. Nós, humanos, somos como as marés, avançamos e recuamos por necessidade básica de evolução.
Rossandro nos alerta: "Lá, no deserto, jamais estivemos sós. Entrando conosco, desde o primeiro passo que damos na areia escaldante até a hora em que desfalecemos pela ausência de tudo e de todos, finalmente encontramos Aquele que tudo preenche e dá significado à vida: Deus!"
Podemos estar no deserto de um luto, de uma depressão, de uma decepção amorosa. São várias as formas de o deserto se apresentar a nós.
Este livro nos traz fortes reflexões. Entrar no deserto é ter a coragem de sair da rotina louca de nosso dia-a-dia, de se permitir o tempo a sós consigo e com o divino. Entender o ser que somos constituídos, com toda a nossa integralidade, desde o princípio quando fomos criados por Deus!
É entender nossa busca de evolução, nossa busca de aperfeiçoamento e  entender o que nos move com nossas emoções, sentimentos, sonhos e desejos.
Enfim, estar no deserto para sair dele mais fortalecido e mais confiante. E esse processo é contínuo. Precisamos entrar e sair várias vezes no deserto ao longo de nossa jornada.
É se permitir ficar a sós com nosso Eu mais profundo e abraçá-lo, compreendê-lo e aceitá-lo.
Um livro para ser lido várias vezes porque nos impulsiona para o autoconhecimento e a auto iluminação.
Valéria Knopp




quinta-feira, 1 de junho de 2017

As 5 faces do perdão - Rossandro Klinjey (2016)

Sinopse: Neste livro, somos convidados a entrar em contato com a cura que reside nos recantos mais evitados de nosso ser.
Rossandro Klinjey narra cinco casos reais de pessoas que tiveram a alegria de passar em revista de si mesmas, atravessaram seus desertos interiores e acessaram a gema preciosa da conciliação consigo mesmas; alterando nomes e detalhes para preservar a identidade e a privacidade de seus pacientes.
Para além de receitas prontas e miraculosas, ele propõe o exercício da reflexão e do aprofundamento para cada um encontrar o caminho de redenção interior, passando pelo perdão aos outros, mas, principalmente, pelo perdão a si mesmo.
Passo a passo, respiração a respiração, encontramos no acolhimento e esclarecimento de nossa sombra a mina de ouro que guarda o tesouro de vivermos de forma mais leve, feliz e pacificada.
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Rossandro nos traz nesta obra cinco casos de superação, de autoconhecimento e perdão.
"Se você quiser ser feliz por um instante, vingue-se. Mas se quiser ser feliz por toda a vida, apenas perdoe. - TERTULIANO".
Com essa citação o autor inicia sua escrita. Por muito tempo encontramos a vingança como a solução para as nossas mágoas, tristezas, desavenças. Mas esquecemos que ao nos vingarmos nos machucamos mais ainda e o pior, ficamos doentes e o algoz segue sua vida, indiferente a nós.
          No capítulo: Perdoando a pessoa mais difícil: você - Rossandro nos apresenta o caso um jovem contabilista que se vê amargurado pelo emprego que tem. Sente raiva do patrão e se acha vítima do casamento por ter parado seus estudos promissores para sustentar uma família que surgiu no início de seus estudos. A mágoa, a vitimização vai minando-lhe as forças e ferindo todos os que o cercam. Ele projeta no chefe seu rancor e "fracasso". Por fim, reflete mais e transfere essa raiva para sua esposa. Ele passa a culpá-la por seu fracasso: engravidou durante a faculdade.
E numa discussão, sua esposa mostra a ele que ele, sim, é o culpado por sua "tragédia emocional". Assim, ao nos responsabilizarmos pelo que nos acontece, conseguimos nos permitir o perdão restaurador de nossas forças. Somos o artífice de nossa jornada. "Seríamos muito melhores se não quiséssemos ser tão bons." Sigmund Freud
          No capítulo: Mariposa ou luz - Rossandro apresenta a história de uma bem sucedida juíza da vara da família, de origem humilde, bem casada, mas que destila fel em seu ambiente de trabalho, se tornando uma pessoa de difícil convívio. Inveja a melhor amiga que veio de família abastada, diferente dela, que na adolescência decidiu que sairia do lugar onde vivia, em meio à pobreza.
Dessa forma, fez  o que muitos fazem: estudou e muito! Passou no vestibular para Direito e logo, para juíza. Casou com um jovem belo de causar inveja às amigas, mas que não a amava, ao contrário, a traía com discplicência. Era um casamento de aparências. Tudo em sua vida era aparência.
Até que chega um ponto em que ela ouve de sua amiga o que muitos queriam lhe dizer: que era uma pessoa amargurada, que precisava mudar suas atitudes agressivas e ver que ela mesma se infringia um casamento doentio e não se permitia ser feliz com o que havia alcançado.
E assim, ela inicia sua jornada a si mesma, buscando o perdão e aceitando que sua felicidade está nela e não nas pessoas. "Recolhe-te e enxergarás o limite de tudo o que te cerca. Expande-te e encontrarás o infinito de tudo o que existe." Emmanuel
          No capítulo: As pessoas mais difíceis de perdoar: as que deveriam nos amar e não fizeram - Rossandro nos apresenta o caso do jovem médico de sucesso, que acaba de comprar uma cobertura, vive cercado de pessoas de alto poder aquisitivo e social, mas se vê só, triste. Em uma viagem à casa de seu único amigo, encontra o caminho para o perdão. Ao ser indicado a um terapeuta, faz sua jornada à infância e ao martírio que viveu sendo excluído do amor paternal que tinha preleção pelo irmão mais novo. Ele vê, que agora, se vinga do pai, quando este, já de idade, liga sempre pedindo uma ajuda financeira. Durante suas sessões, consegue entender que o pai lhe dava apenas o que conseguia. Que não podemos nos sentir diminuídos por não termos o amor que desejamos, mas que devemos aceitar o que recebemos e fazer o nosso melhor com esse amor. Se perdoar, se permitir surgir das cinzas da dor e da tristeza. Nessa caminhada, ele consegue perdoar seu irmão que também foi vítima do pai, pois com seu amor sem limites, o tornou incapaz de seguir uma vida de trabalho, luta e conquistas. E o aproxima do pai, que agora octogenário, requer atenção e cuidados. Consegue compreender que o amor que os envolve é o que é possível naquele momento. E por fim, consegue auxiliar o irmão que teve a vida de quedas e perdas e o auxilia em sua nova fase de estudos, trabalho e reerguimento. Quando perdoamos, nos libertamos. "Não se pergunte o que fizeram de você, se pergunte o que você vai fazer com o que fizeram de você." Jean Paul Sarte
          No capítulo: Perdoando Deus - Rossandro nos apresenta uma mãe que teve a vida do jovem filho de 18 anos interrompida por trágico acidente e não supera o luto. Essa mãe, com mais dois filhos não consegue sair de sua tristeza e passa a culpar Deus por sua trágica perda. Ao longo do caminho, depois de se tornar insustentável a convivência com a família, sua filha a alerta do mal que está infringindo a si e aos seus filhos e marido. Que a responsabilidade da morte trágica do irmão é de responsabilidade dos pais que não lhe deram os limites necessários quando ele começou a apresentar desvios de conduta, de disciplina e moral. Mostra que por várias vezes tiveram esta oportunidade e que apenas passaram a mão em sua cabeça, afirmando assim, que ele estava certo em dirigir alcoolizado, fazer noitada sem compromisso o que culminou com sua morte violenta.
Ao ser confrontada pela filha nesse momento de escuridão ela leva o choque necessário para sair de sua zona de vitimização e se tornar parte de sua cura ao aceitar sua responsabilidade na tragédia familiar. Passa então junto com outras mães que sofreram a mesma tragédia a frequentar reuniões e falar sobre seus filhos de forma a agradecer a Deus pelos momento vividos com eles.
Entende o sofrimento que imputou aos seus familiares de forma egoísta, não vendo o sofrimento de seu marido e de seus filhos que também perderam, filho e irmão, respectivamente.
Assim, a jornada do perdão a Deus que a tudo provê, que é Pai amoroso e justo, e de sua responsabilização por suas escolhas a liberta do luto profundo e a movimenta para um novo caminho de redenção e paz. "Os fracos nunca podem perdoar. O perdão é o atributo do forte. Mahatma Gandhi"
          No capítulo: Sempre feche a porta - Rossandro traz um dos casos mais difíceis: abuso infantil. Como perdoar a si mesmo e ao seu algoz quando se tem 11 anos? Como não levar para sua vida adulta esse trauma e seguir sua vida, livre desse sentimento de culpa, ódio, raiva, vingança e nojo? Assim, Rossandro apresenta a jornada dessa moça, que aos 11 anos foi abusada pelo tio e que não teve o apoio da mãe, das tias e da família. Se sentia culpada por ter instigado esse desejo no tio e ao mesmo tempo com nojo do que havia passado. Como então, se perdoar? Como entender que ela, uma criança, não tinha culpa pelo que aconteceu, que o malfeitor sempre tem a capacidade de inverter a culpa, jogando-a em sua vítima. Como perdoar a mãe que se fez submissa e não a protegeu no momento do abuso? Como perdoar a tia que parecia saber que o marido era um abusador e também não a protegeu? Como perdoar? Somente entendendo que ela não tinha culpa e que a vida traria as consequências a cada um por suas escolhas. O primeiro passo para ela era o autoperdão. E depois, perdoar aos que lhe causaram tanta dor. Este é um dos casos mais difíceis de sabermos e de nos posicionarmos. Traz um grande ensinamento sobre o perdão. Como ela mesma diz a si em uma carta escrita dela para ela: "eu não tenho mais vergonha de você... Mesmo a pessoa mais devastada pode se erguer e seguir, por isso eu te acolho e te compreendo. Eu te coloco no colo para finalmente ser consolada. Eu conscientemente, decididamente, amorosamente te perdoo..."
"Quando você perdoa, de forma alguma você muda o passado, mas com certeza você mudará o futuro." Bernard Meltzer

"Perdão exige paciência, pois 'o tempo não respeita as edificações que não ajudou a fazer'." Emmanuel


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Trigo de Deus - Divaldo Franco - Espírito Amélia Rodrigues (1993)

Sinopse: Em Trigo de Deus, a nobre Mentora Amélia Rodrigues narra, em linguagem poética e rica de conteúdo, acontecimentos da vida de Jesus.
Desfilam as personagens do Evangelho, humanas e ansiosas, na busca do Reino dos Céus, com os seus problemas e dificuldades, limitações e tormentos, fascinadas, porém, pela figura incomum de Jesus.
Diálogos oportunos e belos, palestras enriquecedoras são examinadas com simplicidade e oportunidade, em convite renovador a todos quantos anelam por um mundo feliz e uma existência plenificadora.
Conhecidos nossos das narrativas dos evangelhos retornam pela escrita brilhante da poetisa baiana, enriquecendo-nos com as suas experiências.
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Ao iniciar a leitura dessa obra magnífica, nos encontramos com a beleza das paisagens da Galileia tão bem descritas por Amélia Rodrigues. Sentimos a brisa do mar, o calor do sol, a beleza das flores e os sentimentos de todos que O procuram ou para uma cura ou para uma palavra amiga.
Ela no primeiro capítulo nos apresenta o primeiro encontro de Simão Pedro, homem rústico, simples, austero em seu modo de viver e pescador. Ao ouvir falar de Jesus acredita ser mais um usurpador da ignorância alheia querendo amealhar ganhos e frutos. Cedendo ao impulso e à curiosidade vai ao lugar onde Jesus estaria, na praia, para atender aos enfermos de alma e de corpo e O encontra.
Esse encontro modifica sua vida. A partir daquela troca de olhares, onde Ele lhe diz mentalmente "Eu te conheço, Simão, desde ontem...". Sua alma já não é mais a mesma. Passa a ser mais calmo, sereno até que finalmente, Jesus, o chama para ser pescador de homens. E nesse instante, ele aceita sem hesitar, largando tudo e seguindo-O embevecido por Sua presença!
Pescador de amas!
Seguindo a leitura encontramos Jesus em casa de Simão onde faz a cura de sua sogra que se encontrava enfermiça e a notícia se espalha qual pólvora e o povo sedento de paz, amor e quem os acolhesse passa a buscá-LO. "...enquanto o mar, em vagas sucessivas, aplaudia as homenagens que Lhe eram dirigidas em ósculos de espumas brancas nas areias ávidas."
Numa tarde de sábado, Ele está na sinagoga e cura um jovem cego de nascença. Segundo a tradição da época, era cego devido aos seus pecados e assim, Deus o havia punido. Mas, este jovem fazia parte da orbe de auxiliares de Cristo na implantação da Boa Nova. E serviu de testemunho e mais um ensinamento para os doutores da lei, que não permitiam trabalhos e curas aos sábados e Jesus, curou a muitos mostrando que O Pai trabalha até hoje e Ele também. E ensina: "Bem-aventurados os cegos do corpo cujo Espírito vê e discerne a verdade", Ele questiona ao recém curado: "- Conheces o Filho do Homem? - Não, Senhor. - Pois, sou eu. Crês que eu seja o emissário do Pai Todo-Poderoso? - Sim, eu creio. Eu era cego, e agora vejo. Eu creio, Senhor!" E Jesus adjunta aos que o ouviam e não acreditava na cura do recém curado: "- Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum. Mas como vedes, vossos pecados são mais graves."
A oração dominical tem uma linda reflexão à luz dos olhos do apóstolo João, que a discorre através de uma análise de amor e compreensão, nos abrindo os olhos da alma para tão bela mensagem de amor que Jesus nos ensinou.
Ao longo da leitura encontramos várias passagens que nos elucida e esclarece, como por exemplo a cura do cego em Betsaida. Era cego de nascença, mas do corpo e não do espírito. Viera para auxiliar na divulgação da Boa Nova de Jesus. Fazia parte de seus escolhidos para a disseminação da semente do amor e da caridade. Era cego de nascença mas não tinha pecados. Linda lição que Jesus nos traz sobre a cegueira que nos atinge de alma, onde não vemos o amor e praticamos o mal.
E por fim, finaliza com a sua ressureição onde, ao estar com Simão Pedro o questiona por três vezes se o discípulo o ama. E quando Simão Pedro responde por três vezes: Sim, tu sabes o quanto o amo! Jesus indica o caminho do porvir: "Apascenta minhas ovelhas".
Dessa forma, indica ao amigo e discípulo o caminho que viria para sua obra.
Um belo livro sobre Jesus e seus ensinamentos. Quem o lê jamais se esquece! Vive e revive Seus ensinamentos e sente saudades de Sua Presença Luminosa em nossa Terra. (Valéria Knopp)

terça-feira, 19 de abril de 2016

Jesus e a Atualidade - Vol. 1 - Série Psicológica Joanna de Angelis - Divaldo Franco (1989)


Sinopse: A atualidade do pensamento de Jesus surpreende os mais céticos estudiosos da problemática humana, sempre complexa e desafiadora nestes dias.
Profundo conhecedor da psique, Jesus penetrava com segurança nos refolhos do indivíduo e descobria as causas reais das aflições que o inconsciente de cada um procurava escamotear.
Por processos mais demorados, a Psicologia Profunda chega, no momento, às mesmas conclusões que Ele lograva com facilidade desde há dois mil anos.
Enquanto as ambições desregradas conduzem as inteligências ao paroxismo e à alucinação da posse, da fama, da glória, das disputas cegas, Ele ressurge na consciência moderna em plenitude, jovial e amigo, afortunado pela humanidade e a segurança íntima.
A atualidade necessita urgentemente de Jesus descrucificado, companheiro e terapeuta em atendimento de emergência, a fim de evitar-lhe a queda no abismo.
Pensando nesta inadiável questão, a veneranda benfeitora apresenta, neste pequeno grande livro, vinte situações que abordam as ocorrências do cotidiano que aturdem a civilização, buscando respostas da conduta na terapia de Jesus, cujos resultados, obviamente, são a saúde, a paz e a felicidade como experiências ainda não fruídas individual e coletivamente pelos homens.
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A mentora Joanna nos traz lindas lições de Jesus sob a luz da Psicologia. São vinte capítulos alusivos aos mais diversos assuntos da atualidade: desafios, reencarnação, justiça, honra, tolerância, coragem entre outros.
Cada capítulo é apresentado com uma passagem de Jesus e de como ele agiu em determinada situação de modo a nos exemplificar o que nos falta para essa compreensão.
Jesus sempre nos chamou ao autoconhecimento, ao descobrir-se, ao olhar para nós e sabermos de nossas fraquezas e forças. Ele "sabia ser enfermo o Espírito, e não o corpo, sempre se dirigia preferencialmente à individualidade, e não à personalidade de que se revestia cada homem."
Jamais condenou, pelo contrário, sempre ofereceu oportunidade para reparação do erro, bem como, se ajustar à própria e á Consciência Divina.
Elegeu o amor como a solução para todos os questionamentos e o perdão como terapia para todas as enfermidades.
Educava com energia, disciplina e edificação. Nunca humilhava.
Nos ensinou o caminho da felicidade, da coragem.
Sempre foi um exemplo.
Jesus era "revolucionário por excelência. Estabelecia a luta de dentro para fora: a morte do homem velho e o nascimento do homem novo."
E estabeleceu que "somente é feliz aquele que é livre. Só existe felicidade em quem se encontrou com a verdade, absorveu-a e tomou-a como norma de conduta."
Enfim, esse é um livro de autoanálise e que deve servir de livro de cabeceira a ser consultado vez ou outra como estímulo a auto iluminação. (Valéria Knopp)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Doce Perdão - Lori Nelson Spielman



Você nunca vai construir um futuro enquanto não se reconciliar com o passado.

Sinopse: Hannah Farr é uma personalidade de New Orleans. Apresentadora de TV, seu programa diário é adorado por milhares de fãs, e há dois anos ela namora o prefeito da cidade, Michael Payne. Mas sua vida, que parece tão certa, está presetes a ser abalada por duas pequenas pedras...
As Pedras do Perdão viraram mania no país inteiro. O conceito é simples: envie duas pedras para alguém que você ofendou ou maltratou. Se a pessoa lhe devolver uma delas, significa que você foi perdoado.
Inofensivas no início, as Pedras do Perdão vão forçar Hannah a mergulhar de volta ao passado - o mesmo que ela cuidadosamente enterrou -, e todas as certezas de sua vida virão abaixo. Agora ela vai precisar ser forte para consertar os erros que cometeu, ou arriscar perder qualquer vislumbre de uma vida autêntica para sempre.
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Quando iniciei a leitura desse livro não esperava que fosse mexer tanto comigo. É um livro de entrega e amor. Ele nos leva a um caminho de auto-descobrimento, olhar para dentro e analisar nossos "monstros", medos e inseguranças e nos ensina a levantar, chacoalhar a poeira, pedir perdão e seguir adiante.

Dorothy, uma das personagens mais cativantes do livro dá uma lição sobre a vida. Para ela, "a vida é como um quarto escuro cheio de velas. Quando nascemos, metade delas está acesa. A cada boa ação que fazemos, mais uma se acende, criando um pouco mais de luz. Mas, ao longo do caminho, algumas chamas são extintas por egoísmo e crueldade. Então, veja bem, nós acendemos algumas velas e apagamos outras. No fim, só podemos desejar ter criado mais luz que escuridão neste mundo."

Outra lição valiosa que esta personagem nos dá diz respeito aos nossos medos, nosso passado e mágoas. "Dentro de cada um de nós existe um alçapão. Embaixo desse alçapão estão nossos segredos mais sombrios. Nós o mantemos firmemente trancado, tentando, de forma desesperada, enganar a nós mesmos, fingindo que esses segrendos não existem. Os felizardos podem até vir a acreditar nisso.
... Você nunca vai encontrar seu futuro enquanto não se reconciliar com seu passado."

Aqui, encontramos claramente as lições de Jung, sobre o enfrentamento de nossa sombra e do ego.
 
assim nos ensina a recomeçar, a nos perdoar e a perdoar nossos desafetos e seguirmos leves de nossas pedras angustiadas de tristezas, mágoas e desamor.

Um belo livro para quem está disposto a se reconciliar com o passado e seguir adiante.

Valéria Knopp
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Lori Nelson Spielman já foi fonoaudióloga, orientadora escolar e professora particular. Ela gosta de correr, viajar e ler, embora sua verdadeira paixão seja escrever. A lista de Brett, seu primeiro romance, teve os direitos vendidos para trinta países. Doce perdão será publicado em quase vinte idiomas. Lori vive em East Lansing, no estado de Michigan, com o marido e um gato muito mimado. Eles passam os invernos amaldiçoando o frio gélido da região e os verões velejando o glorioso lago Michigan.


sexta-feira, 8 de abril de 2016

Divaldo Franco - A Trajetória de um dos maiores médiuns de todos os tempos - ANA LANDI (2015)

Sinopse: O baiano Divaldo Franco já pagou um alto preço por comunicar-se e interagir com espíritos desde os 4 anos:
- acusado de louco, charlatão e plagiador, quase se suicidou;
- sofreu diversas tentativas de assassinato;
- foi proibido de entrar em Portugal e na Espanha.

Mas também realizou feitos invejáveis:
- acolheu 685 órfãos, que o presentearam com milhares de netos e bisnetos;
- proferiu mais de 15 mil palestras no Brasil e no Exterior;
- levou o Espiritismo a países onde nunca se havia falado sobre a Doutrina;
- psicografou cerca de 300 livros, que, juntos, venderam 10 milhões de exemplares;
- doou toda a renda para suas obras assistenciais em Salvador (BA).

Acredite-se ou não em reencarnação, vida depois da morte e comunicação com seres desencarnados, o médium é dono de uma história fascinante, narrada em detalhes nesta biografia. (Ana Landi) *
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Cada página desse livro é inspiradora! Caminhar junto a Divaldo nas narrativas de Ana Landi é experimentar o que ele vivenciou. Não tem como ler e não se emocionar. São lições de vida, de humildade, de aprendizado, de disciplina, de humor. Tudo junto e misturado. É um livro que nos dá uma injeção de ânimo para seguirmos neste mundo tão tumultuado atualmente!
Que presente este livro!

E uma das partes mais esclarecedoras está na resposta de Joanna sobre o fato de a mesma escrever com palavras que muitos acham complicadas ela elucida:
" - ... o Espiritismo é, acima de tudo, uma doutrina de cultura não devemos adotar uma linguagem vulgar para facilitar a conversação. Mede-se o nível de evolução do indivíduo também pela forma como ele se expressa." E acrescentou sobre como é difícil para os Espíritos verbalizarem o que pensam:
"- Quando trazemos uma ideia nova, precisamos vesti-la com expressões conhecidas aqui da Terra. Nem sempre elas existem ou somos bem-sucedidos nisso."

E sua história de vida vai além da psicografia e das obras publicadas, ele, juntamente de Nilson, começara a atender aos desvalidos nas ruas, pobres, moribundos que não tinham um lugar salutar para poderem morrer com dignidade. Assim surgia a Mansão do Caminho. Dr. Bezerra de Menezes explicou-lhes:

"- Todo mundo cria casas para viver bem. Hospitais, creches, são voltados àqueles que querem sobreviver ou que queremos que sobrevivam. Não se criam locais onde as pessoas possam partir bem."

Assim iniciou sua jornada de amor e caridade.
Que seu exemplo nos sirva de estímulo e que possamos fazer a nossa parte, mesmo que pequena diante da grandiosidade de sua jornada!

Valéria Knopp

* Historiadora pela Universidade de São Paulo (USP), Ana Cláudia Landi atuou como jornalista no Grupo Folha, Jornal da Tarde e Valor Econômico. Desde dezembro de 2013, dirige a Bella Editora.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Quem, eu? - Uma avó. Um neto. Uma lição de vida. - Fernando Aguzzoli (2014)

Sinopse: Ele largou tudo que tinha - o emprego, a carreira, os estudos - para cuidar da avó com Alzheimer. E descobriu que compartilhar a dor não é sofrê-la no coletivo. É livrar quem dela sofre. Ao ver a avó que o criou enfrentar o triste dia a dia de um portador de Alzheimer, Fernando Aguzzoli decidiu largar tudo que tinha - o emprego, a carreira, os estudos - para tentar amenizar o sofrimento com amor e muitas risadas. Convivendo com a divertida, bonachona e, claro, sempre esquecida vovó Nilva, Fernando, um jovem aspirante a filósofo com um talento epistêmico para a comunicação, aprenderá uma lição de vida que doença nenhuma poderá apagar. A história real que emocionou o Brasil e vai fazer o leitor rir e chorar em cada página, mas nunca mais se esquecer dela.

Estava ansiosa para receber este livro que teve sua pré-venda para o dia 30-jun-14. Recebi-o no dia primeiro de julho!!! Claro, que de forma instantânea, o devorei! E que delícia!
Chorei e ri muito com este livro. Já me apaixonei pelo perfil no facebook e agora, me sinto uma neta da vovó Nilva.
A cada página, a impressão que se tem é de estar ao lado dela em suas peripécias esquecíveis e inesquecíveis. Sentimos o cheiro da comida, do cigarro (esse não faltou nunca!), o som das risadas e claro, o roçar leve no rosto do amor que a circundou e que Fernando e sua família tanto lhe distribuiu!
É como pertencer a seu mundo sem estar como coadjuvante e mas sim, como ator principal!
Vovó Nilva teve uma vida atribulada por altos e baixos. Na realidade, mais baixos do que altos e é nesse momento que o leitor se identifica. Não vivemos um mundo de fadas como as novelas e filmes idealizam. Vivemos uma vida de luta, trabalho, garra e determinação. E essa foi a vida da vovó Nilva! Como muitos de nós, começou a trabalhar cedo para ajudar na manutenção da casa junto à sua mãe e seus irmãos. Se apaixonou, chorou, sofreu, se apaixonou novamente, casou, nasceu a filha e posteriormente o neto!
Se aposentou e passou a curtir a vida! Viajou, foi primeira princesa do grupo da terceira idade que frequentava, porque como o Fernando diz: tinha pernas tão brancas que dava inveja a qualquer guriazinha de 15 anos! Isso aos 80!
A doença chegou de mansinho e pegou a todos de surpresa e aí que está o ponto primordial dessa história: o que fazer? E eles optaram pela forma mais linda: amor e aceitação! Disseram não ao abandono e abraçaram-na com ternura e afeto e a cuidaram, levando-a a ter uma velhice feliz e tranquila dentro do que a doença lhe permitiu!
Acho que isso é o que todos nós almejamos para nossa terceira idade: uma família que nos ame, que respeite nossas dificuldades que surgirão (sim! não seremos sempre jovens e fortes!) e que acima de tudo nos cuide com amor e carinho como fizemos com os nossos quando em tenra idade!
Outro ponto importante e que eu sempre digo aos meus amigos e familiares é que somos preparados para a vida, jamais para a morte. E esta, meus amigos, é inevitável a partir do momento que nascemos.
E Fernando se deu conta disso quando apareceu o diagnóstico de Alzheimer! A morte seria certa em algum momento. E como lidar com isso? Ficar chorando, se lamuriando ou fazer da vida que lhes restava um momento de alegria, prazer e amor? Ele optou por esse caminho e definiu: "A resposta para superar a morte não está na morte., isso seria muito óbvio. Está na vida."
Esta é a chave para a morte! Viver! Viver de forma que não surjam arrependimentos de nada ter feito e a alegria de ter feito tudo o que foi possível e que estava em nossas mãos fazê-lo!
E por fim, sabiamente ele nos esclarece sobre esses erros inevitáveis de nossas vidas ao dizer:
"Todos somos passíveis de erros e, acredite, todos vamos errar. Mas tão importante quanto levantar-se de um erro é fazer isso com a intenção de não mais cair."

Porque "amar não é uma lembrança, é uma regra da alma!" - Fernando Aguzzoli

Saudades do meus entes queridos que partiram para um nova jornada no plano espiritual e daqueles que aqui como eu, se encontram! Que possamos nos amar e nos aceitar e ter um até breve como o da vovó Nilva!
Valéria Knopp



O tempo do Autoencontro - A necessidade e o papel do deserto em nossas vidas - ROSSANDRO KLINJEY

SINOPSE: Quem em sã consciência convida alguém para uma incursão ao deserto? E quem se arrisca a tal aventura? E se o smartphone ...